terça-feira, junho 14, 2016

Meu nome é FRATERNIDADE





A miga sou de todos os povos
R aças diferentes me encantam
L etras são o meu instrumento
E ntre elas vou pelo mundo
T ocando corações carentes
E nsino e aprendo com as gentes!

P essoas  de cores diferentes
I nvadem meu coração
E ntre elas está meu irmão
D oando de si, sem condição
A mando todos sem distinção
D om que lhe foi concedido
E screver e ser de todos querido!

L ado a lado, vamos pelo mundo
O usando quebrar regras e inovar
U sando nossas letras para inventar
R aras histórias de gente a emigrar
O mundo, esse queremos melhorar!

Arlete Piedade Louro


sábado, março 12, 2016

CHORO DE MULHER


Choro de Mulher


Mulher neste dia és celebrada

Pela tua luta contra a exploração

Foste encarcerada e queimada

Mas não destruíram teu coração!

 

Continuas a dar filhos ao mundo

Para não findar-se a humanidade

Teu sofrimento é mais profundo

Em teu redor cresce a insanidade!

 

Sementes de ódio geram revolta

Cresce a ganância e a corrupção

Guerra semeia o caos á tua volta

Foges chorosa com o filho pl’a mão

 

Famílias inteiras rodam pl’o mundo

Em busca dum abrigo para viver

Será a paz um tema tão soturno?

Quando deixarão o amor florescer?

 

Enquanto somente pequenas fracções  

Se arvorarem em donas do planeta

Pela Terra, dispersos tantos milhões

Vão mirrando na fome mais abjecta

 

As mães deste globo maravilhoso

Vogando nos abismos inexplorados

Anseiam pela bonança entre o povo

Para ver crescer seus filhos amados!


Arlete Piedade Louro

 8  Março de 2016

No Dia Internacional da Mulher, dedico este poema ás mulheres refugiadas das guerras que têm que fugir para salvarem os filhos e a família.

quarta-feira, agosto 05, 2015

DUETO DE MARINA DA PAZ E JOÃO FURTADO


OLHOS D’ÁGUA (Publicada hoje e Destacada no PEAPAZ)
Olhos d’água,
Uma espiral gira em torno de si mesmo,
ora pra fora, ora pra dentro.
Ciclo da água. O universo é movimento.
Curso d’água,
Leito por onde derrama-se a vida.
E assim, o repouso sonoro da emoção.
Chuva de estrelas silenciam este fundo de rio.
Fluxo d’água,
Modera a chegada ao ribeirão.
Caminha...Desliza. Asperge. Abençoa.
Por entre o solo, a nuvem, o sol e o trovão.
Mãe d’água,
Goteja qual lágrima.
Verte, serena, ao coração.
Gruta. Dá origem, fecunda e nutre.
Fonte d’água,
Dessedenta, alimenta e trata.
Frescor, refúgio, harmonia, ecos e som.
Transparência.
Olhos d’água.

Marina da Paz
Brasil, 05 de Agosto de 2015



M - Muito belo seu poema
A - Alentou o meu espirito
R - Rico pela vida contida
I - Imaginei-me longe...
N - Na ilha onde nasci
A - A água a brotar das rochas...

D - De todos os lados possíveis
A - A caminhar para as ribeiras !

P - Pois aqui na terra dos meus pais
A - A água só vem de Céu e nem sempre
Z - Zelosos desesperamos esperando que caia!

M - Minha amiga e poetiza nobre
A - A Água e a chuva só se sabe o valor
R - Recusando elas de aparecer
I - Imaginas tu no deserto sem uma gota
N - Neste estado aqui estamos
A - Animais a morrerem e nada de pasto!

D - De repente cai uma gota do céu
A - A gente do campo semeia e espera...

P - Pinga mas não chove e estraga tudo
A - As sementes apodrecem e não germinam
Z - Zéfiros de esperança se tornam desilusão!

João Furtado
Http://Joaopcfurtado.blogspot.com
Praia, 05 de Agosto de 2015


segunda-feira, julho 20, 2015

CABO VERDE

CABO VERDE

C om anos de independência nos hábitos e C ultura festejas quarenta anos de politica
A hora que teus filhos viram subindo no ar,  A bandeira que para todos é o símbolo da liberdade
B oa hora ela subiu e nela incluíramo-nos,   B oa vontade de livres vivermos economicamente   
O bra muito difícil para dez ilhas desérticas  O Homem sonha e as árvores são plantadas.  

V êm as nuvens e anunciam a chuva, será?   V irá e regará ás árvores plantadas ou não?
E is a dúvida que com o povo sempre viva     E acalentada no esforço natural do sacrifício
R esolvemos continuar a plantar e a semear  R egamos muitas vezes com o nosso próprio suor
D eixamos que a sorte fosse possível ser, e,  D o nada espigas se formarem e em pão transformarem 
E sta era a nossa sorte e tivemos que querer E do deserto aos poucos vai surgindo pequenos Oasis.

João Furtado
Praia, 20 de Julho de 2015

Http://joaopcfurtado.blogspot.com

quarta-feira, junho 03, 2015

ENCRUZILHADAS


Linhas paralelas seguimos na vida
De longe mirando-nos fugazmente
Em segredo sempre fui tua querida
Linhas perpendiculares, raramente

Encruzilhadas que a vida nos doou
Algumas aproveitámos, outras não
Nos primórdios, juventude magoou
Na maturidade, renasceu a paixão

Nossos destinos traçados lá no Céu
Pelo Criador que a vida nos ofereceu,
Será que enfim se manterão unidos?

Ou é a encruzilhada em que tu e eu
Desfrutaremos da prenda que Ele deu
E até final, continuaremos perdidos?!


Arlete Piedade Louro

NOVELO DE EMOÇÕES




Como descrever num poema somente
Tudo o que o meu coração pressente
Na longa tormenta que a alma ressente
Na inquieta procela que o corpo sente?

Como condensar numa só poesia breve
Completo tumulto que no sangue ferve
O desgosto que jamais o tempo deteve
Meu corpo gelado, alma á deriva na neve!

Poeta desconheço se ainda prossigo agora
Inspiração se enovela quando a alma chora
Farrapos de emoções jogados ao vento…

Todo o amor que a vida arrebatou de mim
Trouxe de volta, unicamente perto do fim
Mas vai nutrir-me até ao derradeiro alento!

Arlete Piedade Louro