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quinta-feira, dezembro 29, 2011
ANO NOVO, VIDA VELHA
ANO NOVO, VIDA VELHA
A A Primavera árabe em Outono já vai
N Nada de novo senão o ano que termina
O O Inverno adivinha-se rigoroso e frio!
N Na Síria a noticia é de morte e violência
O O Egito continua a ter a militar ditadura
V Vejo a Guiné-Bissau com mais um golpe
O Os muçulmanos na Nigéria continuam intolerantes!
V Vidas ceifadas enquanto rezam ao Deus
I Igrejas incendiadas em nome do Honrado
D Divino e mesmo Deus… Não entendo tanto ódio
A A paz quanto mais falada mais distante…
V Vai-se acreditar no amanha um dia
E E sonhar com o paraíso terrestre
L Livre do ódio e da ganância e da guerra…
H Hoje e ontem em reflexão pouco prometem
A A Terra parece caminhar mais para o apocalipse!
João Furtado
Praia, 29 de Dezembro de 2011
segunda-feira, dezembro 19, 2011
CESARIA EVORA FALECEU
CESARIA EVORA
C Cabo Verde Orgulhosamente está de luto
E E não é para menos certamente
S Sua... Uma das mais nobres filhas...
A A morte levou para o descanso eterno
R Rezemos pela sua alma
I Ilustre e sublime e digno
A A alma que pela Voz mostrou Cabo Verde ao mundo...
E Ela foi e será a Bandeira desta Nação
V Verdadeiramente grande no povo exemplar...
O O Mundo olha para estas minúsculas Ilhas com...
R Respeito, graças a ti Cize e aos outros filhos Das Ilhas
A As tuas mornas e coladeiras são eternas... E tu..., viva nelas!
João Furtado
18 de Dezembro de 2011
sexta-feira, dezembro 02, 2011
ERA UMA VEZ....(POEMA-CONTO DE NATAL BILINGUE)
Era uma vez, um pobre, triste e solitário menino
Vivendo fechado em antiquado e lúgubre casarão...
Sem conhecer da vida as razões daquele destino
Separado de sua mãe, família e de seu irmão...
Sem afagos, não havia sorrisos em seu rosto,
Severos deveres a cumprir em duro quotidiano
Maus tratos na alma e sofrimentos no seu corpo
Fome imutável, doença, frio, abandono e engano...
A duras penas aprendeu a arte da sobrevivência
Suas armas na luta diária, o desespero e a dor
Vendo pelo Natal os companheiros de vivência
Receberem os afectos, os presentes e o amor
Sentia em seu alma confusa, a incompreensão
Do significado do Natal que como sonho intuía
Seres afetuosos, tais deuses que na sua ilusão
O amariam se fizesse parte desse mundo, um dia...
Mas preso estava de obrigações já tão pequeno
Mas sonhar podia pela madrugada escura, afora....
E nessa noite de Natal, um luminoso anjo sereno,
Se fez presente e cantou até ao nascer da aurora!
Em doce melodia e pura voz maviosa lhe assegurou
Que em sua vida futura seria um bravo cavaleiro mago
Seres afetuosos fariam parte de seu dia, tal sonhou
Mesmo que não os visse, sua alma sentiria terno afago
Então dos grandes olhos escuros uma lágrima rolou
Ardente em fio, escorreu em seu rostinho dolorido
Querendo abraçar aquele ser de luz, que lhe escapou
Deixando uma ténue esperança em seu peito doído
E a manhã de Natal chegou, clara, luminosa e decidido
Ergueu-se para mais um dia de guerreiro, enfrentar
Mas a sua solidão como por magia, tinha desaparecido
Entes de luz, docemente sua alma, vinham acariciar...
Versão em espanhol
Era hace una vez...
Era hace una vez, un pobre, triste y solitario niño
Viviendo encerrado en una casona vieja y lúgubre...
Sin conocer de la vida las razones de aquel destino
Separado de su madre, familia y de su hermano...
Sin abrazos, no había sonrisas en su rostro,
Severas tareas a cumplir en su duro día a día
Malos tratos en el alma y sufrimientos en su cuerpo
Hambre inmutable, enfermedad, frío, abandono y engaño...
Dolorosamente aprendió el arte de la supervivencia
Sus armas en la lucha diaria, el desespero y el dolor
Ve a sus compañeros de vivencia por la Navidad
Recibieron los afectos, los regalos y el amor
Sentía en su alma confundida, la incomprensión
del significado de Navidad que como sueño intuía
seres afectuosos, tales dioses que en su ilusión
lo amarían se hiciese parte de ese mundo, un día...
Pero estaba preso de obligaciones siendo aún tan pequeño
Pero podía soñar en la madrugada oscura, afuera...
Y esa noche de Navidad, un luminoso ángel sereno,
se hizo presente y cantó hasta el nacer de la aurora
Con una dulce melodía y una voz maravillosa le aseguró
Que en su vida futura sería un valiente caballero
seres afectuosos serían parte de su día, tal sueño
mismo que no los viese, su alma sentiría su tierna caricia
Entonces de sus grandes y oscuros ojos brotó una lágrima
como un hilo ardiente corrió por su acongojada carita
Queriendo abrazar a aquel ser de luz, que se escapó
dejando una tenue esperanza en su adolorido pecho
y la mañana de Navidad llegó, clara, luminosa, y decidido
se irguió para, como un guerrero, enfrentar un día más
pero su soledad como por arte de magia, había desaparecido
seres de luz dulcemente venían a acariciar su alma
Arlete Piedade
sábado, junho 19, 2010
MEU ANIVERSÁRIO

Hoje faço anos, e recebi muitas mensagens, e nestas ocasiões somos sempre surpreendidos. Recebemos mensagens e felicitações de quem não esperamos que se lembre de nós, e de outros que já sabemos que nos vão surpreender, e outros ainda podem estar em silêncio, mas quem sabe quais os motivos. Não devemos nunca julgar as pessoas. Escolhi entre todas as mensagens recebidas, esta do meu querido amigo e co-autor deste Blog o meu caro amigo João Furtado. Eis aqui a mensagem de aniversário que ele me enviou, que publico como exemplo de todos os amigos e amigas que me felicitaram neste dia e aos quais agradeço do fundo do meu coração, sem qualquer distinção.
A niversariante bela e amiga perfeita
R osas perfumadas para ti envio
Lindo buque, simbolo da nossa amizade
E junto desejo de muita felicidade
T amanha alegria e muita PAZ
E para teus amigos e familires...Compreensão!
P ois que humanos somos todos
I maginamos e nem sempre cumprimos
E stamos quase sempre julgando....
D igo-te porque sei, humano sou tambem
A muamos as vezes sem razões
D amos espinhas pensando dar rosas
E queremos amor que merecemos!
Joao Furtado
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