1. Aprendi
Por Japão tive eu passagem breve
Sem querer aprendi fazer Hakai
Espere-me Cabo Verde irei em breve!
2. Não Sei
Não sei se Hakai correcto eu faço
Pouco tempo eu tive, outro era o destino
À Nova Zelândia levar meu abraço!
3. Estou triste
Pelo que vejo de destruição estou triste
Grande é a força monstruosa da Natureza
Mais a vida irá continuar, não desiste!
4. Loucura
O exemplo da incomensurável loucura
Deu ontem ex-grande Khadafi, o Muamar
Ao aparecer sorridente numa alegria pura!
5. Sofrimento
Ver povo sair da sua terra em grande lamento
Levando a dor e o desanimo e o cansaço
Paz que não tem buscando é o sofrimento!
6. Desilusão
Depois de milhões de anos vividos
Só de Cristo dois mil de ensino da Paz
É desilusão a guerra e os combates tidos!
7. Sonho
Sonho viver no meu paraíso
Lá no éden o jardim da Bíblia
Todos em Paz e sem prejuízo!
8. Abraço
Vou sair e passear, fica bem
Com esta carta envio abraço
Que é de amizade e de paz também!
João Furtado
http://joaopcfurtado.blogspot.com/
Praia, 01 de Março de 2011
segunda-feira, fevereiro 28, 2011
NOITE DE CHUVA
Bate a chuva forte, na vidraça quebrada
do velho casarão na curva do caminho,
na negra e tenebrosa noite de trovoada,
que amedronta o pobre homem sózinho.
Enregelado encolhe-se debaixo do cobertor
esburacado, na cama sem a companheira,
falecida há tanto tempo, que com a velha dor
se acostumou, como uma eterna bebedeira.
Pensa onde andará o velho cão, que enroscado
ao fundo da cama, a seus pés frios dava calor
na sinistra madrugada da noite invernosa?
Mas amanhece mais um dia frio e enevoado
na casa vazia, sem sinais de vida, só há horror
dois corpos jazem hirtos, na manhã nebulosa!
Arlete Piedade
(Inspirado e em homenagem aos idosos que morrem sózinhos)
sábado, fevereiro 26, 2011
A Poesia Vadia
Olhem a bela Dona Poesia
Toda Formosa e toda catita
Vai estar na rua a vadia
As quintas-feiras a bendita!
Vai ser um mês de melodia
Que terminará no dia do poeta
Que se dê parabéns a Praia
Por uma iniciativa tão certa!
Eu cá que de poeta sou nada
Só posso estar neste canto
Esquecido e vendo a Encantada
Poesia desfilar o seu encanto!
Que no ar fica dançando a bela
E embalada faça a população esquecer
A violência que é uma habitante dela
A Praia... E deixe de à todos pertencer!
Querida Praia termino com um obrigado
E... Porque não quinta-feira cultural
Sempre e sempre... Era muito engraçado
Assim a Praia voltava a vender mural !
João Pereira C. Furtado
http://www.poetasdelmundo.com/verInfo_africa.asp?ID=4541
http://joaopcfurtado.blogspot.com/
Praia, 27 de fevereiro de 2011
Olhem a bela Dona Poesia
Toda Formosa e toda catita
Vai estar na rua a vadia
As quintas-feiras a bendita!
Vai ser um mês de melodia
Que terminará no dia do poeta
Que se dê parabéns a Praia
Por uma iniciativa tão certa!
Eu cá que de poeta sou nada
Só posso estar neste canto
Esquecido e vendo a Encantada
Poesia desfilar o seu encanto!
Que no ar fica dançando a bela
E embalada faça a população esquecer
A violência que é uma habitante dela
A Praia... E deixe de à todos pertencer!
Querida Praia termino com um obrigado
E... Porque não quinta-feira cultural
Sempre e sempre... Era muito engraçado
Assim a Praia voltava a vender mural !
João Pereira C. Furtado
http://www.poetasdelmundo.com/verInfo_africa.asp?ID=4541
http://joaopcfurtado.blogspot.com/
Praia, 27 de fevereiro de 2011
sexta-feira, fevereiro 25, 2011
REFÉNS DA LIBERDADE

Que os povos possam viver, dignamente!
Lutar por viver com os bens essenciais!
Pão na mesa e um futuro onde somente,
a aptidão, garanta o respeito entre iguais!
Nossos pais, levaram-nos p'ra a cidade,
aspirando dar-nos, vidas melhoradas!
Somos todos reféns p'la liberdade!
Queremos comida e não temos NADA!
Com a revolução dos cravos vermelhos
todos ficaram livres para roubar!
Apresentam a conta aos descendentes....
vivem na casa dos pais até velhos!
Com filhos, sem trabalho, sem casar!
- Na terra está o futuro destas gentes!
Arlete Piedade
CARTA AO PARDAL
Esta é a carta para ti, que estás em Nova Zelândia
Tu que tentas ajudar aquele povo que sofre Pardal
Já sabes da nova que está a passar neste carnaval
Antecipado do rei Muamar Kadafi nas terras da Líbia?
Tudo que me contaste é verdade muito pura
Só que Kadafi de vitima se encarnou plenamente
E trocou de inimigo como de camisa soberbamente
Na louca tentativa de procurar do mal a cura!
Ontem tinha provas concludentes de serem os imperialistas
E hoje acusa com provas certas Bill Aden e Al Qaeda
Da causa da sua futura e mais que provável queda
E tu, meu amigo acusas-me sem provas de actos materialistas!
E agora Pardal um verdadeiro milagre
Tive noticias que Judeus e Palestinianos
Nos esforços nobres e muito humanos
Juntos condenaram o contínuo massacre!
João Furtado
Praia, 25 de Fevereiro de 2011
Tu que tentas ajudar aquele povo que sofre Pardal
Já sabes da nova que está a passar neste carnaval
Antecipado do rei Muamar Kadafi nas terras da Líbia?
Tudo que me contaste é verdade muito pura
Só que Kadafi de vitima se encarnou plenamente
E trocou de inimigo como de camisa soberbamente
Na louca tentativa de procurar do mal a cura!
Ontem tinha provas concludentes de serem os imperialistas
E hoje acusa com provas certas Bill Aden e Al Qaeda
Da causa da sua futura e mais que provável queda
E tu, meu amigo acusas-me sem provas de actos materialistas!
E agora Pardal um verdadeiro milagre
Tive noticias que Judeus e Palestinianos
Nos esforços nobres e muito humanos
Juntos condenaram o contínuo massacre!
João Furtado
Praia, 25 de Fevereiro de 2011
quarta-feira, fevereiro 23, 2011
PARDAL TAGARELA
Meu amigo Pardal Tagarela
Porque tão grande algazarra
Que aconteceu na bendita terra
Que eu cá alheio não dei por ela?
Se tivesses estado um pouco atento
Terias notado o que passou na Tunísia
E o que está a passar na grande Líbia
Esta nova força, este povo em movimento!
Parece que será o fim para os tiranos
E a força encolhida por tamanho medo
Esta a se rebelar e o povo determinado
Corta as amaras trazidas durante anos!
Mesmo o Hosni Mubarak, tal Faraó no Egito
Não conseguiu resistir a manifestação
Até no Bahrien… Onde existe repreensão
O povo a rua esta a sair… é o fim do maldito!
Meu pardal o povo nasceu para humilhar…
Estupefacto, eu oiço o grande Muamar
Declarar que mártir será enquanto decimar
Esta aos desarmados fazendo e ao milhar!
E promete todos executar sumariamente
E tu dizes que é a democracia a vencer
O que viste na Líbia… Eu vi povo a falecer
Ao mando de uma muito louca mente!
Caro amigo homem incrédulo espera
que verás a Democracia na grande vitória
E o Kadafi deposto e livre a grande Líbia
Nenhum tirano vence um povo que desespera!
Eu, o Pardal vou para Nova Zelândia
Ouvi, enquanto vinha, alguns rumores
Que houve mortes e choros por tremores
A Terra por segundos mostrou ali a sua fúria!
João Furtado
Praia, 23 de Fevereiro de 2011
Porque tão grande algazarra
Que aconteceu na bendita terra
Que eu cá alheio não dei por ela?
Se tivesses estado um pouco atento
Terias notado o que passou na Tunísia
E o que está a passar na grande Líbia
Esta nova força, este povo em movimento!
Parece que será o fim para os tiranos
E a força encolhida por tamanho medo
Esta a se rebelar e o povo determinado
Corta as amaras trazidas durante anos!
Mesmo o Hosni Mubarak, tal Faraó no Egito
Não conseguiu resistir a manifestação
Até no Bahrien… Onde existe repreensão
O povo a rua esta a sair… é o fim do maldito!
Meu pardal o povo nasceu para humilhar…
Estupefacto, eu oiço o grande Muamar
Declarar que mártir será enquanto decimar
Esta aos desarmados fazendo e ao milhar!
E promete todos executar sumariamente
E tu dizes que é a democracia a vencer
O que viste na Líbia… Eu vi povo a falecer
Ao mando de uma muito louca mente!
Caro amigo homem incrédulo espera
que verás a Democracia na grande vitória
E o Kadafi deposto e livre a grande Líbia
Nenhum tirano vence um povo que desespera!
Eu, o Pardal vou para Nova Zelândia
Ouvi, enquanto vinha, alguns rumores
Que houve mortes e choros por tremores
A Terra por segundos mostrou ali a sua fúria!
João Furtado
Praia, 23 de Fevereiro de 2011
terça-feira, fevereiro 22, 2011
CATEDRAL

O universo infindo é a catedral onde rezo
no azul do céu está desenhado teu olhar
na voz do vento, ouço Deus a quem peço
que desça um anjo em breve pra me levar
A dor dolorosa dessa saudade me sufoca
as promessas feitas, que deixei por cumprir
na negra noite, um espírito gentil me toca
e vejo esse rosto amado em sonhos a sorrir
como posso esquecer que ela afinal venceu
e conseguiu arrastar - te ao vale tenebroso
de onde dizem que não se regressa jamais...
se esse amor que persisto em tornar meu
indiferente, tem receio de ser carinhoso
desconheço como poderei amá-lo mais.
Arlete Piedade
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