Em breve a rádio MACRISAN estará no ar!
quinta-feira, setembro 30, 2010
segunda-feira, setembro 27, 2010
HÁ VIDA

Há vida
O outono vem chegando ao norte
Com suas cores fortes e nostálgicas
A sul é a primavera que se instala
Com seu rol de alterações climáticas
É o tempo frio e seco no planalto
Com as dificuldades respiratórias
São as chuvas diluvianas inundando
E todo um desfilar de tristes histórias
Mas o planeta aquecido sobrevive
Se adapta e vai seguindo viagem
Por aí, através do espaço sideral
Há previsões do fim do mundo
Há arautos da desgraça anunciando
Que agora será mesmo o final
O homem não cuida da natureza
Dizem, mas as tentativas se multiplicam
E apesar das alterações climáticas
Ainda haverá esperança?
Há jovens perdidos há deriva?
Há bebés nascendo todavia
Há vida na cidade, há tristezas
Mas há também alegrias...
Há vida, afinal, vida a ser vivida...
Arlete Piedade
sexta-feira, setembro 24, 2010
AI MEU AMOR, MEU AMOR E MEU AMOR
Ai meu amor, meu amor e meu amor
Caboverdeano é mesmo basofo, basofo
Olha lá amor, enquanto se morre em Kosofo
Eu cá brinco e de que maneira de embaixador!
Ai meu amor, meu amor e meu amor
Passamos tanto tempo a chorar, que seca
Das nossas penúrias e da prolongada secas
Se chover lamentamos as lamas... Que humor!
Ai meu amor, meu amor e meu amor
Ainda tem duvidas que somos basofos
E julgas que estou com falsos desabafos
Temos cidades mil vazias e alto rumor!
Ai meu amor, meu amor e meu amor
Olha o lixo que aquele visinho tem na porta
Foi colocado por outro vizinho, nada importa
Esta é a limpeza nossa, amor, transferência amor!
Ai meu amor, meu amor e meu amor
Com tanta coisa boa que Senegal tem
Copiamos o esgoto a céu aberto, temos também
Não é só em Dakar, em Lém Ferreira temos amor!
Ai meu amor, meu amor e meu amor
Nossa basofaria é grande e não tem limite
Só que ninguém nunca e nunca se admite
Somos mil pobres que helvéticos meu amor!
Ai meu amor, meu amor e meu amor
E helvéticos têm metade e nós o dobro
Olha que para isto escrever, eu cobro,
De ministros meu amor, temos muitos amor!
Ai meu amor, meu amor e meu amor
Eu não fujo a regra geral das nossas regras
Estou no dez a tomar e a encher-te de palavras
Enquanto você meu amor espera meu beijo amor!
Ai meu amor, meu amor e meu amor
Basofaria não tem limite mesmo querida
Falar de beijo e amor e pacata e sedentária vida
Enquanto França expulsa ciganos meu Amor!
Ai meu amor, meu amor e meu amor
Nós cá a içarmos a linda bandeira de desenvolvimento médio
Na Étiopia e não só na África a guerra e fome enchem de ódio
E de deslocados e de mutilados e mortes e de muito real terror
Ai meu amor, meu amor e meu amor
Esta bosofaria nasceu conosco, eu, a revelia me fiz poeta
E agora, sem mandato, quero dar esta de ser também profeta
E dizer ou mudamos e matamos o mundo, amor que destemor!
Ai meu amor, meu amor e meu amor
Ainda vou mais longe e atreve e penso e imagino e digo
Que nossos filhos vão nos cobrar o que fizemos, isto é comigo?
Ai meu amor, isto é de profeta, prever certo futuro não é de embaixador...
Ai meu amor, meu amor e meu amor
Caboverdeano é assim, nasceu assim, basofo vai viver
E assim vai ufano e muito senhor de si mesmo morrer
Que Tu tenhas pena e nos perdoe, Tu Deus que és de tudo Senhor!
João Furtado
24 de Setembro de 2010
Caboverdeano é mesmo basofo, basofo
Olha lá amor, enquanto se morre em Kosofo
Eu cá brinco e de que maneira de embaixador!
Ai meu amor, meu amor e meu amor
Passamos tanto tempo a chorar, que seca
Das nossas penúrias e da prolongada secas
Se chover lamentamos as lamas... Que humor!
Ai meu amor, meu amor e meu amor
Ainda tem duvidas que somos basofos
E julgas que estou com falsos desabafos
Temos cidades mil vazias e alto rumor!
Ai meu amor, meu amor e meu amor
Olha o lixo que aquele visinho tem na porta
Foi colocado por outro vizinho, nada importa
Esta é a limpeza nossa, amor, transferência amor!
Ai meu amor, meu amor e meu amor
Com tanta coisa boa que Senegal tem
Copiamos o esgoto a céu aberto, temos também
Não é só em Dakar, em Lém Ferreira temos amor!
Ai meu amor, meu amor e meu amor
Nossa basofaria é grande e não tem limite
Só que ninguém nunca e nunca se admite
Somos mil pobres que helvéticos meu amor!
Ai meu amor, meu amor e meu amor
E helvéticos têm metade e nós o dobro
Olha que para isto escrever, eu cobro,
De ministros meu amor, temos muitos amor!
Ai meu amor, meu amor e meu amor
Eu não fujo a regra geral das nossas regras
Estou no dez a tomar e a encher-te de palavras
Enquanto você meu amor espera meu beijo amor!
Ai meu amor, meu amor e meu amor
Basofaria não tem limite mesmo querida
Falar de beijo e amor e pacata e sedentária vida
Enquanto França expulsa ciganos meu Amor!
Ai meu amor, meu amor e meu amor
Nós cá a içarmos a linda bandeira de desenvolvimento médio
Na Étiopia e não só na África a guerra e fome enchem de ódio
E de deslocados e de mutilados e mortes e de muito real terror
Ai meu amor, meu amor e meu amor
Esta bosofaria nasceu conosco, eu, a revelia me fiz poeta
E agora, sem mandato, quero dar esta de ser também profeta
E dizer ou mudamos e matamos o mundo, amor que destemor!
Ai meu amor, meu amor e meu amor
Ainda vou mais longe e atreve e penso e imagino e digo
Que nossos filhos vão nos cobrar o que fizemos, isto é comigo?
Ai meu amor, isto é de profeta, prever certo futuro não é de embaixador...
Ai meu amor, meu amor e meu amor
Caboverdeano é assim, nasceu assim, basofo vai viver
E assim vai ufano e muito senhor de si mesmo morrer
Que Tu tenhas pena e nos perdoe, Tu Deus que és de tudo Senhor!
João Furtado
24 de Setembro de 2010
quinta-feira, setembro 16, 2010
PRIMEIRA CARTA A LIZITA
Para ti minha querida e amada filha
Que a sede da razão fez ir a Lisboa
Espero que estejas de saúde boa
Enquanto eu cá isolado fico na Ilha!
Não és a primeira a partir, minha querida bem
O primogénito Juanito foi há dez anos
E a esforçada Belma que tanta falta fizeram-nos
O Popas rebelde não se fez esperar também….
Mas tu me deixaste um vazio no coração
Não sei se por seres a mais recente
Ou por teres cá ficado como presente
Atenuante no momento de tanta preocupação!
Vezes sem conta tu tomaste a rédea a situação
E eu que mais me afadigado que resoluto…
Principalmente nos momentos de luta e luto
Me senti que és uma mulherzinha de acção!
A tua mãe não deve demorar o regresso
A casa irá ficar um pouco mais animada
A Nuna sempre a querer ser mimada
E tu longe procurando teu progresso!
Partiste agora e espero ver-te voltar em Dezembro
E o Popas, doce filhos para me alegrarem o coração
O Natal será mais alegre e será uma bela reunião
Por enquanto de coisas vossas boas me lembro
E rezo a Deus dos homens e dos Santos
Que vos iluminem nas vossas caminhadas
E que as maiores vontades vossas desejadas
Sejam coroadas de sucessos e de grandes êxitos!
João Furtado
Praia, 17 de Setembro de 2010
quarta-feira, setembro 15, 2010
EU E O MEU PARDAL NOVAMENTE
Eu te vejo muito tristonho
Meu belo pardal confidente e amigo
Tão calado estas tu que sempre falaste comigo
Tu que sempre entraste até no meu sonho...
Estou muito triste amigo João
Venho do Cabo das Esperanças
E na bagagem trago poucas esperanças
As baleias são mortas que dói o coração...
E na terra a vida dos pacíficos elefantes
Não está nada fácil, dizem que é o fim
Todo por motivo apenas dos dentes de marfim
O mundo esta a perder os últimos gigantes
Pardal o mundo sempre foi assim
Que te espanta agora de deferente
O Homem por ser sempre carente
Plantas e animais e até ele próprio dá o fim!
A minha tristeza é ver, meu amigo
A nossa pouca voz entre os humanos
De crimes acusados e condenados por anos,
Por defenderem o mundo do perigo!
João Furtado
Praia, 15 de Setembro de 2010
Meu belo pardal confidente e amigo
Tão calado estas tu que sempre falaste comigo
Tu que sempre entraste até no meu sonho...
Estou muito triste amigo João
Venho do Cabo das Esperanças
E na bagagem trago poucas esperanças
As baleias são mortas que dói o coração...
E na terra a vida dos pacíficos elefantes
Não está nada fácil, dizem que é o fim
Todo por motivo apenas dos dentes de marfim
O mundo esta a perder os últimos gigantes
Pardal o mundo sempre foi assim
Que te espanta agora de deferente
O Homem por ser sempre carente
Plantas e animais e até ele próprio dá o fim!
A minha tristeza é ver, meu amigo
A nossa pouca voz entre os humanos
De crimes acusados e condenados por anos,
Por defenderem o mundo do perigo!
João Furtado
Praia, 15 de Setembro de 2010
segunda-feira, setembro 13, 2010
A CHUVA, A BRISA E AS LAGRIMAS
A CHUVA, A BRISA E AS LAGRIMAS
Do céu a chuva rega a terra
Enquanto eu tento e faço
Este poema com pouca regra
Certo, certo... É teu todo meu espaço!
Feliz, sinto a terra inalando
O característico perfume natural
Enquanto tua ausência eu fico chorando
Sobre a lagoa da lágrima muito plural!
Ao longe um galo madrugador canta
Avisando a hora aos seus amores
E eu que só a tua beleza me encanta
Nem sinto na rua os efémeros rumores!
Uma brisa calma e suave
Chega até mim de mansinho
Tão discreta e tão leve...
Sinto nele teu desejado carinho!
Seco por dentro, no meu coração
E por lagrimas e chuva molhado por fora
Sinto alento nesta natural acção
E tu perto também, apesar dos embora...
João Furtado
Praia, 13 de Setembro de 2010
Do céu a chuva rega a terra
Enquanto eu tento e faço
Este poema com pouca regra
Certo, certo... É teu todo meu espaço!
Feliz, sinto a terra inalando
O característico perfume natural
Enquanto tua ausência eu fico chorando
Sobre a lagoa da lágrima muito plural!
Ao longe um galo madrugador canta
Avisando a hora aos seus amores
E eu que só a tua beleza me encanta
Nem sinto na rua os efémeros rumores!
Uma brisa calma e suave
Chega até mim de mansinho
Tão discreta e tão leve...
Sinto nele teu desejado carinho!
Seco por dentro, no meu coração
E por lagrimas e chuva molhado por fora
Sinto alento nesta natural acção
E tu perto também, apesar dos embora...
João Furtado
Praia, 13 de Setembro de 2010
sexta-feira, setembro 10, 2010
CARTA AOS MEUS AMIGOS
Ao som madrugador dos pardais
Os amigos meus mais íntimos
E que sabem que a todos estimo
Escrevo e desejo saudações cordiais!
Bem nobre é a poética missão
E o teu esforço, diria titânico
Bem merece uma compensação
E brevemente não serei único!
Nas mãos tenho a biografia
Da esforçada e querida Edite
E espero pela fotografia
Morreu-lhe a avó infelizmente!
Espero que assim que se recomponha
Me envie a foto e os belos poemas
Cabo Verde não se envergonha
Iremos ser muitos, não temas!
De São Vicente culta Ilha
Tenho a Linda Poetisa, India Libriana
Ela não está jamais enganada
Nos belos poemas feitos se perfilha!
O meu grande amigo Abrão Sena
Não me consta que seja poeta
Mas se entre nesta pequena cena
É porque amigos tem com sempre comenta !
Não como eu, que sou seu amigo por sorte
Pequeno e insignificante catador de letras
Mas grandes tubarões de poética arte
Venha de lá tua ajuda de grande nas palestras!
Jorge, meu grande amigo de anos passados
Tu és homem de PAZ e de amizade
Não fiques de pensamentos atados
Solta-os e aceita entrar nesta irmandade!
Para ti poetisa Artemisa Ferreira
Uma ajuda de fundo do meu peito
Passa a invisível e pequena barreira
E faça o que tem que ser feito!
Ao Mundo garanto e a Ti, Meg Poetisa
Pela grande e esforçada dedicação
Se conseguir esta minha premissa
De nós os poucos entrarmos, os sagrados virão!
João Furtado
Praia, Cabo Verde
Os amigos meus mais íntimos
E que sabem que a todos estimo
Escrevo e desejo saudações cordiais!
Bem nobre é a poética missão
E o teu esforço, diria titânico
Bem merece uma compensação
E brevemente não serei único!
Nas mãos tenho a biografia
Da esforçada e querida Edite
E espero pela fotografia
Morreu-lhe a avó infelizmente!
Espero que assim que se recomponha
Me envie a foto e os belos poemas
Cabo Verde não se envergonha
Iremos ser muitos, não temas!
De São Vicente culta Ilha
Tenho a Linda Poetisa, India Libriana
Ela não está jamais enganada
Nos belos poemas feitos se perfilha!
O meu grande amigo Abrão Sena
Não me consta que seja poeta
Mas se entre nesta pequena cena
É porque amigos tem com sempre comenta !
Não como eu, que sou seu amigo por sorte
Pequeno e insignificante catador de letras
Mas grandes tubarões de poética arte
Venha de lá tua ajuda de grande nas palestras!
Jorge, meu grande amigo de anos passados
Tu és homem de PAZ e de amizade
Não fiques de pensamentos atados
Solta-os e aceita entrar nesta irmandade!
Para ti poetisa Artemisa Ferreira
Uma ajuda de fundo do meu peito
Passa a invisível e pequena barreira
E faça o que tem que ser feito!
Ao Mundo garanto e a Ti, Meg Poetisa
Pela grande e esforçada dedicação
Se conseguir esta minha premissa
De nós os poucos entrarmos, os sagrados virão!
João Furtado
Praia, Cabo Verde
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