Independencia do Brasil – 7 de Setembro
Foi a 7 de Setembro de 1822 que ás margens do ribeiro Ipiranga, onde hoje é S. Paulo, que D. Pedro de Alcantara, príncipe regente do Brasil e herdeiro da coroa portuguesa, pronunciou aquele que viria a ser conhecido como “O Grito do Ipiranga” o célebre “INDEPENDENCIA OU MORTE!”, que marcou oficialmente o nascimento do Brasil, como nação independente.
O Brasil era uma colónia de Portugal, tendo sido descoberto oficialmente por Pedro Álvares Cabral, em 1500, e assim se manteve até que na sequência da Guerra Peninsular e das Invasões Francesas ordenadas por Napoleão Bonaparte a várias países, entre os quais, Espanha e Portugal, havia o risco de Portugal perder a sua independencia se a família real, fosse aprisionada ou morta pelos franceses.
Então surgiu a decisão do Rei e sua família, acompanhados por cerca de 15.000 Portugueses, emigraram em massa para o Brasil, para estarem a salvo de Junot e dos seus soldados. Uma armada colossal saiu de Lisboa, composta por cerca de 25 navios marcantes, escoltados pela Marinha de Guerra de Portugal e da Inglaterra, velha aliada e garantia do sucesso da operação.
Chegados ao Rio de Janeiro, estabeleceram-se e começaram a governar Portugal á distância. Mas naqueles tempos as comunicações demoravam o tempo que um navio levava a atravessar o oceano, com as cartas a bordo e muitas decisões tinham que ser tomadas na hora.
Em Lisboa tinha ficado uma Junta de Regencia, que o general Junot mal chegou dissolveu e começou a governar como entendia. Mas um grupo de cidadões no Porto, revoltou-se e desse movimento saiu a Revolução Liberal do Porto, cujos dirigentes pediram o regresso do Rei a Portugal.
Quando chegaram as notícias ao Brasil, D. João VI, resolveu regressar, deixando como regente do Brasil, o seu filho, o príncipe herdeiro, D. Pedro de Alcantara.
As notícias desta revolução e os seus ideias de liberdade, tiveram diversas repercussões não só em Portugal, como na Madeira e nos Açores, mas especialmente, nas províncias do Brasil, onde cada governador reagiu consoante as suas convições e em particular, na defesa dos seus interesses.
Havia dois partidos principais, um dos radicais que era a favor da independencia total do Brasil e da democratização da sociedade, cujos líderes eram Joaquim Gonçalves Ledo e José Clemente Pereira, Outro partido era a favor da colaboração com Portugal e o seu chefe era José Bonifácio da Silva. Mas em Portugal mantinham-se no governo os conservadores e as ordens que chegaram ao Rio de Janeiro, emanadas pelas Cortes, exigiam o regresso imediato de D. Pedro a Portugal, a extinção da regencia e dos Tribunais e a volta do Brasil á condição de colónia.
Perante as ordens do Rei e do Governo, D. Pedro preparou-se para obedecer. Mas no Brasil ele já era visto como o simbolo da independencia, o garante das liberdades e da nova ordem. No dia 9 de Janeiro de 1822, um abaixo-assinado que havia sido efectuado entre o povo do Rio de Janeiro foi entregue ao príncipe pelo Senado da Câmara da cidade, pedindo-lhe para permanecer no Brasil.
Perante isso, D. Pedro resolveu desobedecer ás ordens do Rei e permanecer no Brasil, tendo pronunciado a celébre frase: Se é para o bem de todos e felicidade geral da Nação, estou pronto. Digam ao povo que fico!". Este episódio tornou-se conhecido como o "Dia do Fico"
Mas embora D. Pedro tenha ganho grande apoio popular com esta decisão de ficar, em Portugal continuavam a insistir pelo seu regresso e a mandar-lhe ordens e decretos para cumprir. Então D. Pedro deu mais um passo para a independencia ao decidir que as ordens e decretos só teriam valor e poderiam ser aplicados, depois de ele assim o decidir, apondo a sua assinatura e a ordem “Cumpra-se!”.
Enquanto em Portugal se exigia a volta do Príncipe, no Brasil, as duas principais facções e os seus chefes lutavam para influenciar o princípe a manter os seus previlégios de classe, uns no sentido da liberdade social, outros para manter as benesses da aristocracia rural e da escravidão.
Em finais de Agosto desse ano, o princípe teve que se deslocar á província de S. Paulo, para acalmar uma rebelião contra José Bonifácio da Silva e no regresso a 7 de Setembro, parou para descansar nas margens do ribeiro do Ipiranga.
Foi aí que os mensageiros, o foram encontrar para lhe entregaram novas cartas, uma do Rei e das Cortes voltando a exigir o seu regresso, outra de José Bonifácio, aconselhando-o a romper com Portugal e uma terceira da sua esposa, D. Maria Leopoldina de Austria, incentivando-o a aceitar os conselhos do ministo, dizendo que “os pomos estão maduros, deves colhê-los antes que apodreçam”.
Perante isto, D. Pedro resolveu ali romper definitivamente com Portugal, proclamando a independencia do Brasil, tal como já explicado no início desta peça.
Hoje em dia, comemora-se o “Feriadão” com desfiles e festas em várias cidades, mas quantos brasileiros conhecem a história da sua nação e sabem como as coisas se passaram?
Então convido a todos a reflectirem e passaram aos seus filhos os valores para uma nova ordem e independencia em todos os níveis, da maior nação da América Latina, que orgulhosamente deve liderar os seus vizinhos, rumo ao futuro, com justiça e igualdade.
Arlete Piedade
quinta-feira, setembro 02, 2010
A independência do Brasil
Declarada por Dom Pedro
O primeiro imperador
Foi em sete de setembro
De mil oitocentos e vinte e dois
Num dia com muita luz
Vento brando e audaz
Independente o Brasil se faz!
A partitura poderá ser baixada em: Festas.
Declarada por Dom Pedro
O primeiro imperador
Foi em sete de setembro
De mil oitocentos e vinte e dois
Num dia com muita luz
Vento brando e audaz
Independente o Brasil se faz!
A partitura poderá ser baixada em: Festas.
quarta-feira, setembro 01, 2010
TU E EU E O RELÓGIO PARADO
Amor os dias são cada vez mais longos
E aquele relógio que dava hora
Está totalmente parado agora
E eu... sinto falta dos nossos diálogos!
Já não recordas do relógio?
É ele que me acompanha
Tu o compraste naquela campanha
Da loja da esquina, a do Gregório!
Nunca ia a lado nenhum sem ti
Estávamos sempre juntos os dois
Talvez nem lembres... pois
Da alegria que na altura senti!
Nem tudo era cor de rosa
Mas vivíamos juntos todos os momentos
As vezes com os nossos lamentos
Outras vezes numa felicidade primorosa!
Sei que são da vida as contingências
A tua saúde exige a nossa separação
Mas é grande a falta no coração
E os meus ciúmes com suas exigências....
Tenho ciúmes amor, muito ciumes, te juro
Imagina que até do relógio também
Como ficaria a ti esperar tão bem
Se parado estivesse como ele… no escuro...
É verdade quando vieres traga uma pilha
(o relógio vai querer acordar e contigo
Sorrir e dar horas e minutos, que comigo
Ele fechou-se que nem um desértica ilha)
Tenho que te deixar querida e meu amor
Vou trabalhar, ficas no quadro sobre a mesa
E levo-te no coração comigo é uma promessa
Vais me acompanhar e moderar o meu humor!
E a noite quando cansado regressar
E cheio de saudades te ligar pelo telefone
Sabe, não terei outra qualquer fome
Senão de te atender e ouvir e escutar
E cansado irei descansar, mas te levarei
A tua fotografia no quadro, aquele quadro
Podes achar e com razão que sou “malandro”
Mas sozinho, juro-te amor, jamais dormirei !
João Furtado
Praia, 01 de Setembro de 2010
E aquele relógio que dava hora
Está totalmente parado agora
E eu... sinto falta dos nossos diálogos!
Já não recordas do relógio?
É ele que me acompanha
Tu o compraste naquela campanha
Da loja da esquina, a do Gregório!
Nunca ia a lado nenhum sem ti
Estávamos sempre juntos os dois
Talvez nem lembres... pois
Da alegria que na altura senti!
Nem tudo era cor de rosa
Mas vivíamos juntos todos os momentos
As vezes com os nossos lamentos
Outras vezes numa felicidade primorosa!
Sei que são da vida as contingências
A tua saúde exige a nossa separação
Mas é grande a falta no coração
E os meus ciúmes com suas exigências....
Tenho ciúmes amor, muito ciumes, te juro
Imagina que até do relógio também
Como ficaria a ti esperar tão bem
Se parado estivesse como ele… no escuro...
É verdade quando vieres traga uma pilha
(o relógio vai querer acordar e contigo
Sorrir e dar horas e minutos, que comigo
Ele fechou-se que nem um desértica ilha)
Tenho que te deixar querida e meu amor
Vou trabalhar, ficas no quadro sobre a mesa
E levo-te no coração comigo é uma promessa
Vais me acompanhar e moderar o meu humor!
E a noite quando cansado regressar
E cheio de saudades te ligar pelo telefone
Sabe, não terei outra qualquer fome
Senão de te atender e ouvir e escutar
E cansado irei descansar, mas te levarei
A tua fotografia no quadro, aquele quadro
Podes achar e com razão que sou “malandro”
Mas sozinho, juro-te amor, jamais dormirei !
João Furtado
Praia, 01 de Setembro de 2010
segunda-feira, agosto 16, 2010
Ouça o meu novo programa de rádio "FALAR POESIA" na RÁDIO RAIZONLINE
Ouça o meu programa Falar Poesia ÁS SEGUNDAS E QUARTAS-FEIRAS na RÁDIO RAIZONLINE
Escute hoje na Rádio Raizonline, o meu novo programa “Falar Poesia” das 22h ás 24h (hora de Portugal), acessando aqui:
http://raizonline.listen2myradio.com/
Entrevistas, (ESTA SEMANA COM O FADISTA CANADIANO LUSO-DESCENDENTE, PAULO FILIPE) poesia declamada e boa música!
Podem comunicar comigo no horário do programa adicionando o menseger da rádio em:
raizonline@hotmail.com
Este programa será transmitido de novo em especial para o continente americano, ÁS QUARTAS-FEIRAS NOS HORÁRIOS DE: 21 ás 23h (horário do Canadá) ou 22 ás 24h (horário do Brasil) e madrugada de quinta-feira das 02h ás 04h em Portugal.
ESPERO POR VÓS...
ARLETE PIEDADE
Escute hoje na Rádio Raizonline, o meu novo programa “Falar Poesia” das 22h ás 24h (hora de Portugal), acessando aqui:
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Entrevistas, (ESTA SEMANA COM O FADISTA CANADIANO LUSO-DESCENDENTE, PAULO FILIPE) poesia declamada e boa música!
Podem comunicar comigo no horário do programa adicionando o menseger da rádio em:
raizonline@hotmail.com
Este programa será transmitido de novo em especial para o continente americano, ÁS QUARTAS-FEIRAS NOS HORÁRIOS DE: 21 ás 23h (horário do Canadá) ou 22 ás 24h (horário do Brasil) e madrugada de quinta-feira das 02h ás 04h em Portugal.
ESPERO POR VÓS...
ARLETE PIEDADE
domingo, agosto 08, 2010
NÃO QUERO LIGAR-TE TELEVISÃO
Não quero te ligar televisão
Fazer você falar das guerras
Que deixam dizimadas as terras
Tudo por uma diferença de visão!
Não quero ter a ilusão
Que estão a procurar a paz
E que tudo que o homem faz
É por necessária razão!
Por que tanta tensão
Em busca da verdade suprema
Se a felicidade é um tema
Basta procurar com atenção…
A paz e harmonia e concórdia são
Do bem as únicas estradas
As noticias tão desejadas
Temo, jamais por ti chegarão…
João Furtado
Fazer você falar das guerras
Que deixam dizimadas as terras
Tudo por uma diferença de visão!
Não quero ter a ilusão
Que estão a procurar a paz
E que tudo que o homem faz
É por necessária razão!
Por que tanta tensão
Em busca da verdade suprema
Se a felicidade é um tema
Basta procurar com atenção…
A paz e harmonia e concórdia são
Do bem as únicas estradas
As noticias tão desejadas
Temo, jamais por ti chegarão…
João Furtado
quinta-feira, agosto 05, 2010
QUERO BRINCAR E NINGUEM ME ENTENDE
Quero brincar e ninguém me entende
E se sério ficar estático e lúcido e consciente
Todos com ou sem pena julgam-me carente
Por qualquer pedido a minha mão se estende
Em busca da máscara do palhaço assistente
E eu , cá que sou tão perfeitamente inocente
De portador da mais louca mente
Sou chamado apenas por estar contente!
João Furtado
E se sério ficar estático e lúcido e consciente
Todos com ou sem pena julgam-me carente
Por qualquer pedido a minha mão se estende
Em busca da máscara do palhaço assistente
E eu , cá que sou tão perfeitamente inocente
De portador da mais louca mente
Sou chamado apenas por estar contente!
João Furtado
quarta-feira, agosto 04, 2010
MEU PARDAL MADRUGADOR
Meu Pardal madrugador
De onde vens tão barulhento
E porque estás tão cheio de alento
E ignorando a minha tamanha dor…
Pardal se no silêncio quedo neste assento
Cheio de saudades dos que partiram e triste
Os meus olhos choram… Tu não sentiste…
Pardal vai deixa que só fique neste aposento!
Pardal para de chilrar e vai-te, tu não desistes?
Dá-me um pouco, mínimo, ínfimo de sossego
Deixa-me viver na mágoa em que me entrego
Alheio ao mundo e tudo em que consiste!
Que me importa se aumento o desemprego
Na antiga Europa, a nova “El dourado”
De nós os Africanos, todos desesperados
Ilegalizados e espancados… eu, o meu ego…
Dizes que imagens dos bebes arrastados
E também suas mães por policias na França
Está a matar toda a esperada esperança
Dos direitos humanos desejados…
E que continua a haver matança
Canibal no oriente médio
E que o ser humano cria ódio
E existe cada vez mais vingança…
Pardal, isto vem desde tempo primórdio
O homem sempre foi do homem predador
Deixa-te de queixar… mesmo com todo ardor
Nas palavras por ti posta não alterara o meu princípio!
Continuarei cá com a minha dor
Não aumentarei nela nem uma gota
Que muita alta é a minha quota
De sofrer por mim e por meu amor!
João Furtado
De onde vens tão barulhento
E porque estás tão cheio de alento
E ignorando a minha tamanha dor…
Pardal se no silêncio quedo neste assento
Cheio de saudades dos que partiram e triste
Os meus olhos choram… Tu não sentiste…
Pardal vai deixa que só fique neste aposento!
Pardal para de chilrar e vai-te, tu não desistes?
Dá-me um pouco, mínimo, ínfimo de sossego
Deixa-me viver na mágoa em que me entrego
Alheio ao mundo e tudo em que consiste!
Que me importa se aumento o desemprego
Na antiga Europa, a nova “El dourado”
De nós os Africanos, todos desesperados
Ilegalizados e espancados… eu, o meu ego…
Dizes que imagens dos bebes arrastados
E também suas mães por policias na França
Está a matar toda a esperada esperança
Dos direitos humanos desejados…
E que continua a haver matança
Canibal no oriente médio
E que o ser humano cria ódio
E existe cada vez mais vingança…
Pardal, isto vem desde tempo primórdio
O homem sempre foi do homem predador
Deixa-te de queixar… mesmo com todo ardor
Nas palavras por ti posta não alterara o meu princípio!
Continuarei cá com a minha dor
Não aumentarei nela nem uma gota
Que muita alta é a minha quota
De sofrer por mim e por meu amor!
João Furtado
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