As Festas Juninas ocorrem no mês de junho devido ao solstício de verão do hemisfério norte, assim que surgiu, posteriormente transformaram-se na festa de três santos comemorados em junho: Santo Antônio, 14; São João, 24; São Pedro, 29. No Brasil, no Nordeste Brasileiro é comemorado o mês inteiro ao som de forró, baião, renovando anualmente um repertório próprio, ao mesmo tempo que mantém as tradições, pois há a valorização do forró tocado com acordeão, zabumba e triângulo.
Na cidade de Pauliceia, Estado de São Paulo, fundada em 29 de junho de 1947, portanto dia de São Pedro, sendo o mesmo padroeiro da cidade, o mês é de festa, com os finais de semana tendo uma programação diferenciada, seja campeonato de truco, quermesse, atividades religiosas, corrida, a festa na véspera do aniversário da cidade, onde há quentão, amendoim torrado e pipoca. Uma característica tradicional são as fogueiras à beira da rua que moradores fazem, uma forma de comemorar os santos acendendo-a depois do entardecer na véspera do dia de Santo Antônio, São João e São Pedro.
Hoje as Festas Juninas abrem espaço para mostrar no Brasil, estilos de música baseado no forró, baião, xote, arrasta pé, possui força para isso, ajuda a manter as tradições e a cultura, além de chamar a atenção para uma vida mais natural, muito em moda hoje, mas já sabido por quem vive no campo.
sexta-feira, maio 21, 2010
segunda-feira, maio 17, 2010
MEU ENTERRO

Partirei muito em breve, tenho a pura certeza
Não deixarei neste mundo grandes saudades
E dos amigos… não quero que sintam tristeza
Deste que nada fez vivo…nem as maldades…
Por este mundo passei eu muito discreto
Perdi, vive adultamente, a minha infância
Na juventude quis ser… Fui nada em concreto
Adulto, já velho néscio… só tive louca ganância!
Eu me revejo em pouco que nunca tive
Um sonho imaginado e construído e desfeito
Nas brisas que passam e nos acariciam de leve!
E pressinto que o único desejo meu que obtive
No tempo efémero e curto e pouco perfeito
Foi o amor por ti que deu valor a vida tida breve!
João Furtado
Ghandi e Shuarto
Enquanto via o filme da vida de Ghandi
As rádios noticiavam a morte de Shuarto
E o meu coração encheu de magoas
Não pela morte ou vida do Shuarto
Mas pela morte e vida dos Indonésios
Mas pela morte e vida dos Timorenses
Que em nome de uma causa
Morreram nas mãos de Shuarto
Pelo mesmo ideal
Que Ghandi teve e venceu
Sem que alguém fosse sacrificado
Com a PAZ fez a Paz
Sem armas nem bombas
Nem suicidas nem fundamentalismos
Os ingleses e Sua Majestade a Rainha
Não são “shuartos”, mas, fico a pensar….
Fico a pensar se Xanana e outros fossem Ghandi
O Shuarto não seria Sua Majestade a Rainha
Talvez sim, talvez sucumbisse perante a PAZ
Talvez não, talvez reeditasse o cemitério de Santa Cruz!....
Enquanto via o filme da vida de Ghandi
As rádios noticiavam a morte de Shuarto
João Furtado
Amiga Arlete,
Boa tarde. Como minha primeira participação quis apresentar esta comparação, tambem quis apresentar "palavras soltas" que segue:
PALAVRAS SOLTAS
Ando vagueando e pensando
Recordando e chorando
Lembrando e evitando
E tornando correndo
Tentando… enfim, nadando
E afogando e alegrando!
Piedade e felicidade
Idade da caridade
Equidade na puberdade
Da verdade e realidade
Anuidade e sobriedade
De perenidade e perpetuidade
E amizade da continuidade!
João Furtado
Com abraços e carinho!
As rádios noticiavam a morte de Shuarto
E o meu coração encheu de magoas
Não pela morte ou vida do Shuarto
Mas pela morte e vida dos Indonésios
Mas pela morte e vida dos Timorenses
Que em nome de uma causa
Morreram nas mãos de Shuarto
Pelo mesmo ideal
Que Ghandi teve e venceu
Sem que alguém fosse sacrificado
Com a PAZ fez a Paz
Sem armas nem bombas
Nem suicidas nem fundamentalismos
Os ingleses e Sua Majestade a Rainha
Não são “shuartos”, mas, fico a pensar….
Fico a pensar se Xanana e outros fossem Ghandi
O Shuarto não seria Sua Majestade a Rainha
Talvez sim, talvez sucumbisse perante a PAZ
Talvez não, talvez reeditasse o cemitério de Santa Cruz!....
Enquanto via o filme da vida de Ghandi
As rádios noticiavam a morte de Shuarto
João Furtado
Amiga Arlete,
Boa tarde. Como minha primeira participação quis apresentar esta comparação, tambem quis apresentar "palavras soltas" que segue:
PALAVRAS SOLTAS
Ando vagueando e pensando
Recordando e chorando
Lembrando e evitando
E tornando correndo
Tentando… enfim, nadando
E afogando e alegrando!
Piedade e felicidade
Idade da caridade
Equidade na puberdade
Da verdade e realidade
Anuidade e sobriedade
De perenidade e perpetuidade
E amizade da continuidade!
João Furtado
Com abraços e carinho!
domingo, maio 16, 2010
Um Domingo.
Um domingo
Maio
Quem sabe
Motivos envolvidos
Razões
Emoções e palavrões
Sabe quem
Vê
Lê
Digo Mingo
Foi...
Maio
Quem sabe
Motivos envolvidos
Razões
Emoções e palavrões
Sabe quem
Vê
Lê
Digo Mingo
Foi...
sexta-feira, maio 14, 2010
A ANFITRIÃ PORTUGUESA
Arlete Piedade, da simpática e pequena cidade de Santarém, onde estive duas vezes por ocasião da viagem a Portugal, em março de 2010, é o assunto deste pequeno texto. Eu a conheci em 2005, pela internet. De lá para cá, trocamos dezenas de e-mail e mensagens no MSN, participamos de várias iniciativas em sites e blogs que divulgam as pessoas que praticam a arte e a literatura lusófonas pelo mundo afora.
No início, eu supunha que ficaria só nisso, devido à distância física que nos separa, embora tenhamos vários pontos de convergência, como por exemplo, o amor à poesia e a preocupação com o meio ambiente. Assim como Arlete, também escrevo em prosa e verso, mais em verso do que em prosa, e estamos sempre buscando novas formas de expressar o que sentimos. Hoje Arlete, entre outras ações na net, mantém o blog http://maduraliberdade.blogspot.com/, é colaboradora do Jornal Raizonline e locutora de rádio.
Temos também uma história familiar parecida. Seu pai e o meu cultivavam uma hortinha de ervas medicinais, verduras, legumes e algumas árvores frutíferas em um pequeno espaço próximo à casa. O local tornou-se uma espécie de santuário, após o desaparecimento dos seus proprietários. Ao conhecer o espaço na Aldeia onde vivia seu pai, fiquei impressionada com a semelhança entre as histórias. Em continentes distantes, dois homens que nem sabiam da existência um do outro, viveram seus últimos dias fazendo a mesma coisa, ou seja, adubando a terra, plantando e cuidando das plantinhas que finalmente deixaram como herança. O mais interessante é que em ambos os casos, os que permaneceram se voltaram para aquelas plantas para lhes dispensar o mesmo tratamento vip que vinham recebendo, como se houvessem firmado um contrato com seus ascendentes.
Conheci a mãe de Arlete. Ela me transportou à infância em Catalão, ao tempo em que as viúvas se vestiam de preto da cabeça aos pés durante um ano a contar da morte do marido ou de um ente querido. Sorridente, embora com o olhar entristecido, deixou-se fotografar, após me receber com a gentileza própria de uma dama elegante e corajosa.
Senti vontade de conversar mais com ela. Talvez na próxima viagem...
Arlete organizou um evento grandioso para receber a mim e a Shirley, em Almerim. Dezenas de pessoas que pareciam ter nascido na mesma cidade que nós, ou saído da nossa própria história, nos abraçavam, beijavam e aplaudiam calorosamente. Embora ausente, Daniel Teixeira, meu querido amigo e proprietário do Jornal Raizonline, homem culto, gentil, dedicado a divulgar autores dos países lusófonos, acompanhava tudo lá do Algarves. A alegria contagiante de Gabriel Castanhas e de sua esposa São, as piadas em sequencia de Joaquim Sustelo e todos os demais participantes envoltos na mesma sintonia festiva do evento, nos levaram às lágrimas de emoção.
Como se não bastasse, Arlete ainda destacou um dia só para mostrar-me os arredores de Santarém e Almerim, cidades próximas, onde a vegetação é exuberante, o clima úmido e muito agradável por causa da abundância de água corrente sobre pedras. Restos das construções árabes bem preservados aqui e ali, oliveiras e vinhedos ao longo das estradas completam o cenário. A região é linda, dona de ar puro e história que certamente enchem de orgulho seus moradores. Arlete é assim, uma mulher permanentemente apaixonada, que encontra as pessoas onde quer que elas estejam e as transforma em aliadas.
Ao fim de mais um dia emocionante, voltei a Lisboa, já com saudades.
Sandra Fayad
(Transcrevo este texto da minha querida amiga e escritora Sandra Fayad, com sua autorização, com orgulho e carinho)
No início, eu supunha que ficaria só nisso, devido à distância física que nos separa, embora tenhamos vários pontos de convergência, como por exemplo, o amor à poesia e a preocupação com o meio ambiente. Assim como Arlete, também escrevo em prosa e verso, mais em verso do que em prosa, e estamos sempre buscando novas formas de expressar o que sentimos. Hoje Arlete, entre outras ações na net, mantém o blog http://maduraliberdade.blogspot.com/, é colaboradora do Jornal Raizonline e locutora de rádio.
Temos também uma história familiar parecida. Seu pai e o meu cultivavam uma hortinha de ervas medicinais, verduras, legumes e algumas árvores frutíferas em um pequeno espaço próximo à casa. O local tornou-se uma espécie de santuário, após o desaparecimento dos seus proprietários. Ao conhecer o espaço na Aldeia onde vivia seu pai, fiquei impressionada com a semelhança entre as histórias. Em continentes distantes, dois homens que nem sabiam da existência um do outro, viveram seus últimos dias fazendo a mesma coisa, ou seja, adubando a terra, plantando e cuidando das plantinhas que finalmente deixaram como herança. O mais interessante é que em ambos os casos, os que permaneceram se voltaram para aquelas plantas para lhes dispensar o mesmo tratamento vip que vinham recebendo, como se houvessem firmado um contrato com seus ascendentes.
Conheci a mãe de Arlete. Ela me transportou à infância em Catalão, ao tempo em que as viúvas se vestiam de preto da cabeça aos pés durante um ano a contar da morte do marido ou de um ente querido. Sorridente, embora com o olhar entristecido, deixou-se fotografar, após me receber com a gentileza própria de uma dama elegante e corajosa.
Senti vontade de conversar mais com ela. Talvez na próxima viagem...
Arlete organizou um evento grandioso para receber a mim e a Shirley, em Almerim. Dezenas de pessoas que pareciam ter nascido na mesma cidade que nós, ou saído da nossa própria história, nos abraçavam, beijavam e aplaudiam calorosamente. Embora ausente, Daniel Teixeira, meu querido amigo e proprietário do Jornal Raizonline, homem culto, gentil, dedicado a divulgar autores dos países lusófonos, acompanhava tudo lá do Algarves. A alegria contagiante de Gabriel Castanhas e de sua esposa São, as piadas em sequencia de Joaquim Sustelo e todos os demais participantes envoltos na mesma sintonia festiva do evento, nos levaram às lágrimas de emoção.
Como se não bastasse, Arlete ainda destacou um dia só para mostrar-me os arredores de Santarém e Almerim, cidades próximas, onde a vegetação é exuberante, o clima úmido e muito agradável por causa da abundância de água corrente sobre pedras. Restos das construções árabes bem preservados aqui e ali, oliveiras e vinhedos ao longo das estradas completam o cenário. A região é linda, dona de ar puro e história que certamente enchem de orgulho seus moradores. Arlete é assim, uma mulher permanentemente apaixonada, que encontra as pessoas onde quer que elas estejam e as transforma em aliadas.
Ao fim de mais um dia emocionante, voltei a Lisboa, já com saudades.
Sandra Fayad
(Transcrevo este texto da minha querida amiga e escritora Sandra Fayad, com sua autorização, com orgulho e carinho)
domingo, maio 09, 2010
FELIZ DIA DA MÃE
Mãe
Mãe que longe de mim estás,
Tanto que desejava beijar-te…
agora que a tua idade já faz,
inadiável e urgente, ajudar-te!
Mãe que a meu lado estiveste,
Sempre que a vida o destinou…
para o meu caminho trouxeste,
tudo o que a vida te ensinou!
Não sei dizer se foi necessário,
Ou foi a medida exacta e certa,
Nesses dias de palavras amenas…
Mas nunca afirmarei o contrário,
Apontaste-me a estrada correcta,
Arredei-me? – Meu erro apenas!
Arlete Piedade
(Dedicado a minha Mãe, no Dia da Mãe)
quinta-feira, maio 06, 2010
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