Enquanto via o filme da vida de Ghandi
As rádios noticiavam a morte de Shuarto
E o meu coração encheu de magoas
Não pela morte ou vida do Shuarto
Mas pela morte e vida dos Indonésios
Mas pela morte e vida dos Timorenses
Que em nome de uma causa
Morreram nas mãos de Shuarto
Pelo mesmo ideal
Que Ghandi teve e venceu
Sem que alguém fosse sacrificado
Com a PAZ fez a Paz
Sem armas nem bombas
Nem suicidas nem fundamentalismos
Os ingleses e Sua Majestade a Rainha
Não são “shuartos”, mas, fico a pensar….
Fico a pensar se Xanana e outros fossem Ghandi
O Shuarto não seria Sua Majestade a Rainha
Talvez sim, talvez sucumbisse perante a PAZ
Talvez não, talvez reeditasse o cemitério de Santa Cruz!....
Enquanto via o filme da vida de Ghandi
As rádios noticiavam a morte de Shuarto
João Furtado
Amiga Arlete,
Boa tarde. Como minha primeira participação quis apresentar esta comparação, tambem quis apresentar "palavras soltas" que segue:
PALAVRAS SOLTAS
Ando vagueando e pensando
Recordando e chorando
Lembrando e evitando
E tornando correndo
Tentando… enfim, nadando
E afogando e alegrando!
Piedade e felicidade
Idade da caridade
Equidade na puberdade
Da verdade e realidade
Anuidade e sobriedade
De perenidade e perpetuidade
E amizade da continuidade!
João Furtado
Com abraços e carinho!
segunda-feira, maio 17, 2010
domingo, maio 16, 2010
Um Domingo.
Um domingo
Maio
Quem sabe
Motivos envolvidos
Razões
Emoções e palavrões
Sabe quem
Vê
Lê
Digo Mingo
Foi...
Maio
Quem sabe
Motivos envolvidos
Razões
Emoções e palavrões
Sabe quem
Vê
Lê
Digo Mingo
Foi...
sexta-feira, maio 14, 2010
A ANFITRIÃ PORTUGUESA
Arlete Piedade, da simpática e pequena cidade de Santarém, onde estive duas vezes por ocasião da viagem a Portugal, em março de 2010, é o assunto deste pequeno texto. Eu a conheci em 2005, pela internet. De lá para cá, trocamos dezenas de e-mail e mensagens no MSN, participamos de várias iniciativas em sites e blogs que divulgam as pessoas que praticam a arte e a literatura lusófonas pelo mundo afora.
No início, eu supunha que ficaria só nisso, devido à distância física que nos separa, embora tenhamos vários pontos de convergência, como por exemplo, o amor à poesia e a preocupação com o meio ambiente. Assim como Arlete, também escrevo em prosa e verso, mais em verso do que em prosa, e estamos sempre buscando novas formas de expressar o que sentimos. Hoje Arlete, entre outras ações na net, mantém o blog http://maduraliberdade.blogspot.com/, é colaboradora do Jornal Raizonline e locutora de rádio.
Temos também uma história familiar parecida. Seu pai e o meu cultivavam uma hortinha de ervas medicinais, verduras, legumes e algumas árvores frutíferas em um pequeno espaço próximo à casa. O local tornou-se uma espécie de santuário, após o desaparecimento dos seus proprietários. Ao conhecer o espaço na Aldeia onde vivia seu pai, fiquei impressionada com a semelhança entre as histórias. Em continentes distantes, dois homens que nem sabiam da existência um do outro, viveram seus últimos dias fazendo a mesma coisa, ou seja, adubando a terra, plantando e cuidando das plantinhas que finalmente deixaram como herança. O mais interessante é que em ambos os casos, os que permaneceram se voltaram para aquelas plantas para lhes dispensar o mesmo tratamento vip que vinham recebendo, como se houvessem firmado um contrato com seus ascendentes.
Conheci a mãe de Arlete. Ela me transportou à infância em Catalão, ao tempo em que as viúvas se vestiam de preto da cabeça aos pés durante um ano a contar da morte do marido ou de um ente querido. Sorridente, embora com o olhar entristecido, deixou-se fotografar, após me receber com a gentileza própria de uma dama elegante e corajosa.
Senti vontade de conversar mais com ela. Talvez na próxima viagem...
Arlete organizou um evento grandioso para receber a mim e a Shirley, em Almerim. Dezenas de pessoas que pareciam ter nascido na mesma cidade que nós, ou saído da nossa própria história, nos abraçavam, beijavam e aplaudiam calorosamente. Embora ausente, Daniel Teixeira, meu querido amigo e proprietário do Jornal Raizonline, homem culto, gentil, dedicado a divulgar autores dos países lusófonos, acompanhava tudo lá do Algarves. A alegria contagiante de Gabriel Castanhas e de sua esposa São, as piadas em sequencia de Joaquim Sustelo e todos os demais participantes envoltos na mesma sintonia festiva do evento, nos levaram às lágrimas de emoção.
Como se não bastasse, Arlete ainda destacou um dia só para mostrar-me os arredores de Santarém e Almerim, cidades próximas, onde a vegetação é exuberante, o clima úmido e muito agradável por causa da abundância de água corrente sobre pedras. Restos das construções árabes bem preservados aqui e ali, oliveiras e vinhedos ao longo das estradas completam o cenário. A região é linda, dona de ar puro e história que certamente enchem de orgulho seus moradores. Arlete é assim, uma mulher permanentemente apaixonada, que encontra as pessoas onde quer que elas estejam e as transforma em aliadas.
Ao fim de mais um dia emocionante, voltei a Lisboa, já com saudades.
Sandra Fayad
(Transcrevo este texto da minha querida amiga e escritora Sandra Fayad, com sua autorização, com orgulho e carinho)
No início, eu supunha que ficaria só nisso, devido à distância física que nos separa, embora tenhamos vários pontos de convergência, como por exemplo, o amor à poesia e a preocupação com o meio ambiente. Assim como Arlete, também escrevo em prosa e verso, mais em verso do que em prosa, e estamos sempre buscando novas formas de expressar o que sentimos. Hoje Arlete, entre outras ações na net, mantém o blog http://maduraliberdade.blogspot.com/, é colaboradora do Jornal Raizonline e locutora de rádio.
Temos também uma história familiar parecida. Seu pai e o meu cultivavam uma hortinha de ervas medicinais, verduras, legumes e algumas árvores frutíferas em um pequeno espaço próximo à casa. O local tornou-se uma espécie de santuário, após o desaparecimento dos seus proprietários. Ao conhecer o espaço na Aldeia onde vivia seu pai, fiquei impressionada com a semelhança entre as histórias. Em continentes distantes, dois homens que nem sabiam da existência um do outro, viveram seus últimos dias fazendo a mesma coisa, ou seja, adubando a terra, plantando e cuidando das plantinhas que finalmente deixaram como herança. O mais interessante é que em ambos os casos, os que permaneceram se voltaram para aquelas plantas para lhes dispensar o mesmo tratamento vip que vinham recebendo, como se houvessem firmado um contrato com seus ascendentes.
Conheci a mãe de Arlete. Ela me transportou à infância em Catalão, ao tempo em que as viúvas se vestiam de preto da cabeça aos pés durante um ano a contar da morte do marido ou de um ente querido. Sorridente, embora com o olhar entristecido, deixou-se fotografar, após me receber com a gentileza própria de uma dama elegante e corajosa.
Senti vontade de conversar mais com ela. Talvez na próxima viagem...
Arlete organizou um evento grandioso para receber a mim e a Shirley, em Almerim. Dezenas de pessoas que pareciam ter nascido na mesma cidade que nós, ou saído da nossa própria história, nos abraçavam, beijavam e aplaudiam calorosamente. Embora ausente, Daniel Teixeira, meu querido amigo e proprietário do Jornal Raizonline, homem culto, gentil, dedicado a divulgar autores dos países lusófonos, acompanhava tudo lá do Algarves. A alegria contagiante de Gabriel Castanhas e de sua esposa São, as piadas em sequencia de Joaquim Sustelo e todos os demais participantes envoltos na mesma sintonia festiva do evento, nos levaram às lágrimas de emoção.
Como se não bastasse, Arlete ainda destacou um dia só para mostrar-me os arredores de Santarém e Almerim, cidades próximas, onde a vegetação é exuberante, o clima úmido e muito agradável por causa da abundância de água corrente sobre pedras. Restos das construções árabes bem preservados aqui e ali, oliveiras e vinhedos ao longo das estradas completam o cenário. A região é linda, dona de ar puro e história que certamente enchem de orgulho seus moradores. Arlete é assim, uma mulher permanentemente apaixonada, que encontra as pessoas onde quer que elas estejam e as transforma em aliadas.
Ao fim de mais um dia emocionante, voltei a Lisboa, já com saudades.
Sandra Fayad
(Transcrevo este texto da minha querida amiga e escritora Sandra Fayad, com sua autorização, com orgulho e carinho)
domingo, maio 09, 2010
FELIZ DIA DA MÃE
Mãe
Mãe que longe de mim estás,
Tanto que desejava beijar-te…
agora que a tua idade já faz,
inadiável e urgente, ajudar-te!
Mãe que a meu lado estiveste,
Sempre que a vida o destinou…
para o meu caminho trouxeste,
tudo o que a vida te ensinou!
Não sei dizer se foi necessário,
Ou foi a medida exacta e certa,
Nesses dias de palavras amenas…
Mas nunca afirmarei o contrário,
Apontaste-me a estrada correcta,
Arredei-me? – Meu erro apenas!
Arlete Piedade
(Dedicado a minha Mãe, no Dia da Mãe)
quinta-feira, maio 06, 2010
quinta-feira, abril 29, 2010
AMIZADE

Amizade
Amigos são anjos de asas invisíveis
que nos guiam e amparam pela vida
são seus os conselhos infalíveis
que te fazem sentir amada e querida!
São aqueles que amam sem condições
que não sentem ciúme ou rejeição
que não se importam se até os pões
de lado, num momento de solidão...
não levam a mal os teus momentos de dor
estão sempre a teu lado quando é preciso
incentivam-te para te abrires ao amor!
Amigos são os meus tesouros preciosos
são esses seres tão belos e maravilhosos
pelo quais eu ainda luto por continuar...
vivendo aqui e agora, até que chegue a hora
de ao Céu subir, ao encontro do amor desejado
que foi mais cedo, para me preparar o lugar...
Arlete Piedade
domingo, abril 25, 2010
RECORDAÇÕES DO 25 DE ABRIL DE 1974
Estava uma manhã linda de primavera, com aquele leve manto de neblina que dava um ar suave ás árvores e ruas da minha cidade, enquanto me encaminhava a pé para o trabalho, como habitualmente.
No entanto havia algo estranho no ar...uma expectativa, um silêncio, como se tudo esperasse uma mudança inevitável e anunciada desde há muito.
De repente na minha caminhada, algo chamou-me a atenção, um troar longínquo e bem alto de motores de aviões em formação que se deslocavam velozmente.
Á chegada ao trabalho, os colegas sentiam a mesma atmosfera de expectativa e estavam inquietos, indo á varanda envidraçada do primeiro andar do prédio antigo onde estava situado o escritório, e procurando na rua estreita, alguém ou algo que fornecesse respostas.
Em frente havia uma pastelaria, onde habitualmente íamos beber o café da manhã e alguém disse que parece que tinha havido uma revolução, e que as tropas tinham ido para Lisboa.
Na excitação de tal notícia, já pouco trabalhámos durante a manhã, procurando ouvir a rádio para saber notícias ou descendo á rua para falarmos com as pessoas que passavam.
Até que chegou o chefe, e confirmou que era verdade, que estava uma revolução em marcha e que podíamos ir para casa até se saber o que ia acontecer.
Então alegres e entusiasmados, saímos como se fossemos de férias, cada um para as suas residências e ficámos colados aos rádios e aparelhos de TV, vendo os nossos valorosos soldados comandados pelo nosso querido capitão Salgueiro Maia, ir tomando rua após rua, quartéis e ministérios, até á rendição final do chefe do governo.
Das armas enfeitadas com cravos vermelhos, nenhum tiro foi disparado, graças á estratégia desse célebre capitão que saiu durante a madrugada á frente das colunas, da Escola Prática de Cavalaria de Santarém, minha cidade, em direcção a Lisboa para restituir a liberdade a um povo amordaçado.
Do resto fala a história, apenas quis recordar como vi esse primeiro dia 25 de Abril, aos meus 17 anos de idade.
Arlete Piedade
No entanto havia algo estranho no ar...uma expectativa, um silêncio, como se tudo esperasse uma mudança inevitável e anunciada desde há muito.
De repente na minha caminhada, algo chamou-me a atenção, um troar longínquo e bem alto de motores de aviões em formação que se deslocavam velozmente.
Á chegada ao trabalho, os colegas sentiam a mesma atmosfera de expectativa e estavam inquietos, indo á varanda envidraçada do primeiro andar do prédio antigo onde estava situado o escritório, e procurando na rua estreita, alguém ou algo que fornecesse respostas.
Em frente havia uma pastelaria, onde habitualmente íamos beber o café da manhã e alguém disse que parece que tinha havido uma revolução, e que as tropas tinham ido para Lisboa.
Na excitação de tal notícia, já pouco trabalhámos durante a manhã, procurando ouvir a rádio para saber notícias ou descendo á rua para falarmos com as pessoas que passavam.
Até que chegou o chefe, e confirmou que era verdade, que estava uma revolução em marcha e que podíamos ir para casa até se saber o que ia acontecer.
Então alegres e entusiasmados, saímos como se fossemos de férias, cada um para as suas residências e ficámos colados aos rádios e aparelhos de TV, vendo os nossos valorosos soldados comandados pelo nosso querido capitão Salgueiro Maia, ir tomando rua após rua, quartéis e ministérios, até á rendição final do chefe do governo.
Das armas enfeitadas com cravos vermelhos, nenhum tiro foi disparado, graças á estratégia desse célebre capitão que saiu durante a madrugada á frente das colunas, da Escola Prática de Cavalaria de Santarém, minha cidade, em direcção a Lisboa para restituir a liberdade a um povo amordaçado.
Do resto fala a história, apenas quis recordar como vi esse primeiro dia 25 de Abril, aos meus 17 anos de idade.
Arlete Piedade
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