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domingo, janeiro 30, 2011


BASTA!

Basta habitantes deste planeta, azul e belo, outrora,
que deriva na galáxia, á beira da fronteira exterior,
onde está a sua serena beleza, a sua pureza, agora,
quando só se ouvem no seu seio, gritos e clamor?

Quando seus filhos agonizam asfixiados com calor,
ou morrem afogados em ondas barrentas dos rios,
e na cama, os bebés encaram a morte com horror,
seus corpinhos, embalados com lágrimas, já frios!

E de armas na mão, matando pelas ruas da cidade,
homens, ou serão monstros produtos da sociedade,
esses seres sem sentimentos, sedentos de violência?

E erguem-se nos mares, altas ondas com voracidade,
avançam, inundando as terras, sem dó nem piedade,
furacões e temporais dão o tom final com sapiência!

Arlete Piedade

segunda-feira, novembro 22, 2010

DIA DE CHUVA


Dia de chuva

Acordei de madrugada e chovia lá fora
O anúncio de inverno, bate na janela
Aconcheguei-me esquecendo a hora
Nos macios e quentes lençois de flanela

Fechei os olhos sonolenta e pensativa
Recordando o passado longe e distante
Esforcei-me por imaginar na tentativa
De reviver nossas emoções, num instante

Mas não é só o corpo que cansado, recusa
Também o coração onde se aninha o amor
E a mente que só para ti, está reservada

Também a minha vida se esvai, e confusa
Dia a dia, me vou conformando com a dor
de que nunca irei me sentir por ti beijada!

Arlete Piedade